terça-feira, 24 de maio de 2011

Vida e Trabalho no Brasil Durante a República Velha

Na Russia e no México a situação do trabalhador era crítica mas no Brasil não era direrente também.
A partir de 1890 com a República, a urbanização e a industrialização tiveram um impulso entre São Paulo e Rio de Janeiro, capital do estado mais rico e capital do país. Surgiram muitas fábricas, oficinas, lojas,etc. A indústria téxtil e a alimentícia eram as mais importantes e desenvolvidas e normalmente tinham donos brasileiros, diferente dos serviços urbanos ( iluminação, transporte, etc.), bancos e comércio de exportação controlados por estrangeiros.
Nas áreas urbanas ( cidades e periferia) havia muitos trabalhadores assariados ( operários, funcionários públicos, empregados domésticos e do comércio) e autônomos ( pedreiros, pintores, jornaleiros, etc.) esses trabalhadores urbanos moravam em bairros operários e de classe média longe dos centros do comércio e da administração.
As condições de vida e trabalho dessas populações era muito difícil: problemas de moradia, alto custo de vida, instabilidade no emprego, falta de leis trabalhistas ( limitando horas de trabalho, determinando salário minímo) e de previdência social ( aposentadoria, seguro-desemprego, etc. ) estavam no cardápio tornando a vida do trabalhador muito complicada, e piorava, o trabalhador poderia ser multado e sofrer castigos físicos por mau desempenho, atitude inadequada e faltas. O castigo era decidido pelo patrão que ás vezes proibia conversas, brincadeiras e demora no banheiro. Os salários, as horas trabalhadas( geralmente entre 10 a 14 horas mas ás vezes chegavam a 17 horas) e as condições de trabalho dependiam da vontade e da necessidade do patrão.
As instalações das fábricas eram horríveis: ventilação e iluminação ruins, muito pó e poluição industrial causando diversas doenças, espaços apertados entre as máquinas provocavam acidentes graves e ás vezes fatais e falta de vestiários e banheiros separados para homens e mulheres provocando constrangimentos e expondo as operárias ao assédio sexual dos superiores.
Os baixos salários e o alto custo de vida tornavam necessário o trabalho de mulheres e crianças que apesar de terem as mesmas obrigações dos homens recebiam salários menores e por serem uma mão de obra barata, em muitas fábricas representavam de 30 a 50% da mão de obra empregada.
Mesmo com todo mundo na família operária trabalhando, raramente essa família conseguia no fim do mês ter dinheiro suficiente para pagar suas despesas. Os preços subiam constantemente e já os salários se mantinham ou sofriam redução. A maioria dos produtos, inclusive os de primeira necessidade, eram importados e com a Segunda Guerra Mundial, os problemas para importação aumentaram e aumentaram ainda mais os já altos preços e muitos produtos sumiram do mercado.


- Roberto Malta

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